09/07/2026

Pizza movimenta R$ 11 bilhões no foodservice brasileiro, aponta Pesquisa CREST da Gouvêa Inteligência

Comemorado em 10 de julho, o Dia da Pizza ganha leitura de mercado: levantamento mostra crescimento no gasto da categoria, queda nas transações e avanço do consumo motivado por hábito

A pizza segue ocupando um lugar relevante na mesa, no delivery e no orçamento do brasileiro. Em meio às comemorações do Dia da Pizza, celebrado em 10 de julho, dados da Pesquisa CREST, da Gouvêa Inteligência, mostram que a categoria movimentou aproximadamente R$ 11 bilhões no foodservice brasileiro nos 12 meses encerrados em março de 2026.

O resultado representa um crescimento de 3% em relação ao mesmo período anterior, encerrado em março de 2025. No mesmo intervalo, a categoria registrou cerca de 375 milhões de transações, número 4% menor na comparação anual.

A combinação entre aumento no gasto e retração no volume de transações indica uma mudança importante na dinâmica de consumo da pizza fora do lar. Mesmo com menos ocasiões de compra, a categoria segue ampliando sua movimentação financeira,intensificando a força do produto no mercado de foodservice e sua relevância para pizzarias, restaurantes, redes, operações de bairro e canais de conveniência.

“Quando olhamos para a pizza, não estamos falando apenas de uma categoria afetiva. Estamos falando de um produto com grande relevância econômica, alta recorrência e forte conexão com diferentes momentos de consumo do brasileiro. Os dados mostram que ela permanece muito presente na rotina, mesmo em um cenário de maior seletividade nas escolhas”, afirma Eduardo Bueno, Strategic Business Development Manager  da Gouvêa Inteligência  .

O levantamento também confirma a força da pizza no período noturno. Segundo a Pesquisa CREST, as refeições noturnas concentram mais de 71% do consumo da categoria, reforçando a associação do prato com o jantar, encontros em casa, delivery e momentos de indulgência ao fim do dia.

O perfil de consumo aparece mais concentrado entre adultos de 25 a 34 anos, que representam quase 30% das ocasiões. A maioria do público consumidor é formada por homens, responsáveis por 54% do consumo.

Outro ponto relevante está no tipo de operação escolhida pelo consumidor. O consumo é mais concentrado em estabelecimentos de low check, como pizzarias de bairro, que respondem por 18% das ocasiões. Em seguida aparecem os estabelecimentos de high check, com 17%, e os restaurantes de serviço empratado, com 14%.

Para a Gouvêa Inteligência, esses dados mostram a amplitude da categoria, que consegue transitar entre diferentes faixas de preço, formatos de serviço e ocasiões. A pizza aparece tanto na escolha prática e acessível da pizzaria de bairro quanto em experiências de maior valor agregado.

Entre os principais motivadores de consumo, a Pesquisa CREST aponta dois fatores empatados: hábito e indulgência, ambos presentes em 49% das ocasiões. O avanço do hábito chama atenção: esse driver cresceu 19% em relação ao período anterior, sinalizando que a pizza vem se consolidando menos como uma escolha eventual e mais como parte da rotina alimentar do brasileiro.

“Esse crescimento do hábito é um dado muito importante porque mostra que a pizza deixou de ser apenas uma escolha de celebração ou recompensa. Ela também passou a ocupar um espaço recorrente no cotidiano do consumidor, combinando conveniência, familiaridade e prazer”, complementa Bueno.

Comemorado em 10 de julho, o Dia da Pizza se torna, portanto, uma oportunidade não apenas para ações promocionais de restaurantes e pizzarias, mas também para observar transformações no comportamento de consumo. Em um mercado competitivo e pressionado por mudanças de renda, canais e ocasiões de compra, a categoria segue mostrando força ao unir preço, praticidade, vínculo emocional e recorrência.